Por que viajar e criar novas conexões pode mudar sua empresa
Viajar, conhecer novos mercados e ampliar o networking pode transformar a visão de um empresário e gerar novas oportunidades para o negócio.

Por que viajar e criar novas conexões pode mudar sua empresa
Em outubro, estarei em Portugal para participar do Portugal Experience, em Lisboa.
Claro que existe uma importância profissional nisso. Estarei como palestrante, compartilhando experiências que construí ao longo dos últimos anos dentro de empresas, projetos de gestão, inovação, tecnologia e transformação organizacional.
Mas, para mim, a viagem representa algo maior.
Ela representa a possibilidade de sair do ambiente conhecido, encontrar novas pessoas, conhecer outras realidades e ampliar o repertório.
E acredito que isso deveria fazer parte da agenda de todo empresário.
Nem todo crescimento acontece dentro de uma sala de reunião.
Às vezes, uma conversa em outro país muda uma ideia.
Uma visita desperta uma oportunidade.
Uma pessoa que você conhece apresenta uma visão que nunca havia considerado.
Uma experiência completamente fora da sua rotina faz você voltar para a empresa enxergando problemas antigos de uma maneira diferente.
O empresário também precisa aumentar seu repertório
Existe um risco silencioso para quem passa anos administrando o mesmo negócio.
A rotina começa a limitar a visão.
Você conversa com as mesmas pessoas.
Frequenta os mesmos ambientes.
Escuta os mesmos problemas.
Participa das mesmas reuniões.
E, aos poucos, pode começar a acreditar que aquilo que conhece representa tudo o que existe.
Não representa.
Existem outras formas de vender.
Outras maneiras de liderar.
Novos modelos de negócio.
Culturas empresariais diferentes.
Tecnologias sendo utilizadas de outras formas.
Mercados que resolveram problemas que sua empresa ainda está tentando compreender.
Viajar e conhecer novas realidades ajuda justamente a quebrar essa bolha.
Não significa copiar aquilo que funciona fora.
Significa ampliar o número de referências disponíveis para tomar decisões melhores.
Quanto maior o repertório, maior tende a ser a capacidade de criar conexões entre ideias.
Networking não é distribuir cartão
Quando falamos em networking, muita gente ainda pensa em eventos, troca de contatos e uma lista de pessoas adicionadas no LinkedIn.
Para mim, networking é outra coisa.
É construção de relacionamento.
É conversar sem necessariamente entrar pensando em vender.
É conhecer a história de outra pessoa.
Entender o que ela está construindo.
Compartilhar experiências.
Ajudar antes mesmo de saber se existirá algum retorno.
Algumas das melhores oportunidades profissionais não aparecem em uma prospecção planejada.
Elas surgem de relacionamentos construídos ao longo do tempo.
Um contato apresenta outro.
Uma conversa gera uma ideia.
Uma parceria surge meses depois.
Uma pessoa lembra de você quando encontra uma oportunidade.
Por isso, rede de relacionamento também é um ativo empresarial.
Novos ambientes produzem novas perguntas
Existe outra vantagem importante em sair da rotina.
Você começa a fazer perguntas diferentes.
Por que fazemos assim?
Existe uma maneira melhor?
Por que esse mercado funciona dessa forma?
Como essa empresa conseguiu resolver esse problema?
O que existe aqui que ainda não estamos utilizando no Brasil?
Essas perguntas são importantes porque inovação raramente surge apenas de criatividade espontânea.
Muitas vezes, ela nasce da combinação de referências.
Uma ideia observada em outro setor pode resolver um problema do seu mercado.
Uma tecnologia usada em outro país pode inspirar uma nova aplicação.
Uma prática simples de uma empresa pequena pode gerar uma mudança relevante em uma organização maior.
Para encontrar referências diferentes, é necessário frequentar lugares diferentes.
Viajar também é observar
Uma viagem empresarial não precisa acontecer apenas dentro de um congresso.
O próprio ambiente ensina.
Como as empresas atendem?
Como as pessoas consomem?
Como as marcas se comunicam?
Como os espaços são organizados?
Como a tecnologia aparece na experiência do cliente?
Quais comportamentos são diferentes?
Tudo isso pode gerar aprendizado.
O empresário precisa desenvolver uma espécie de olhar de pesquisador.
Não apenas visitar.
Observar.
Não apenas consumir uma experiência.
Perguntar por que ela foi desenhada daquela maneira.
Esse exercício transforma viagem em repertório.
Sair da empresa também pode ajudar a enxergar a empresa
Existe algo interessante quando nos afastamos temporariamente da rotina.
A distância muda a perspectiva.
Problemas que pareciam gigantes podem parecer menos importantes.
Outros, que estavam escondidos pelo excesso de urgência, começam a ficar mais claros.
É como olhar uma cidade de cima.
Quando estamos dentro das ruas, enxergamos detalhes.
Quando subimos, começamos a perceber o desenho.
O empresário precisa das duas visões.
A visão de dentro da operação.
E a visão de fora dela.
Talvez seja por isso que algumas das melhores decisões não apareçam necessariamente durante uma reunião de quatro horas.
Elas aparecem em uma viagem, uma leitura, uma conversa, um café ou um momento em que a cabeça finalmente teve espaço para conectar pontos.
Portugal como parte desse processo
Minha ida a Portugal tem justamente esse significado.
Quero compartilhar um pouco do conhecimento que estamos construindo em Mato Grosso do Sul, mas também quero voltar com mais conhecimento do que estou levando.
Conhecer empresários.
Conversar com especialistas.
Entender outras realidades.
Observar novos modelos.
Criar relações.
Escutar histórias.
Voltar com perguntas melhores.
Essa troca talvez seja uma das partes mais valiosas de qualquer experiência internacional.
Não é apenas sobre levar algo para fora.
É também sobre trazer algo de volta.
E esse "algo" nem sempre será uma técnica ou uma ferramenta.
Pode ser uma visão diferente.
Uma relação.
Uma oportunidade.
Uma mudança de perspectiva.
Experiência também é investimento
Empresários estão acostumados a investir em máquinas, pessoas, sistemas, marketing e estrutura.
Mas também precisam investir em repertório.
Cursos.
Livros.
Eventos.
Viagens.
Conversas.
Novos ambientes.
Tudo isso amplia a capacidade de pensar.
E uma empresa dificilmente cresce muito além da capacidade de visão das pessoas que a lideram.
Se o empresário aumenta seu repertório, aumenta também a quantidade de caminhos que consegue enxergar.
Por isso, talvez viajar não seja apenas sair do lugar.
Às vezes, é justamente o que permite que você volte para o mesmo lugar enxergando tudo de uma forma diferente.
Em outubro, Portugal será parte dessa jornada.
Vou para compartilhar.
Mas também para aprender.
Vou para palestrar.
Mas também para ouvir.
Vou para criar conexões.
E, principalmente, para voltar com novas referências que possam contribuir com aquilo que continuamos construindo aqui.
Porque novas experiências não servem apenas para conhecer novos lugares.
Servem para criar novas versões da forma como pensamos, lideramos e fazemos negócios.


